Passageiros reclamam que veículos são superlotados e atrasam. Para CMTC, aumento é necessário devido à alta do diesel e à database.
Passageiros reclamam da superlotação e da demora dos ônibus (Foto:
Reprodução/TV Anhanguera)
O
aumento da tarifa do transporte público na Grande Goiânia , que
atualmente custa R$ 2,70, é inevitável, conforme as empresas do setor alegaram
em audiência pública na Assembleia Legislativa de Goiás, na segunda-feira (24).
Apesar de não terem anunciado o reajuste oficialmente nem estabelecido o valor
do acréscimo, a situação já causa revolta na população, que reclama da péssima
qualidade do serviço.
Os
usuários afirmam que os veículos sempre estão superlotados, que há pouca oferta
de ônibus e que os horários das viagens não são respeitados. “Sempre que
reajusta, fala que vai melhorar, mas nunca melhora, já tem anos que estou no
sistema e está sempre piorando” , reclama um passageiro.
As
empresas afirmam que para melhorar o serviço tem que haver o reajuste do valor
da passagem. “Tivemos três aumentos de óleo diesel e entramos numa segunda
database. É claro que a R$ 2,70, e não havendo reajuste, nós entendemos que a
empresa passou a retirar ônibus e isso passou a prejudicar mais os usuários.
Precisamos discutir o reajuste tarifário enfrentando a questão junto ao usuário
e à população”, disse o presidente da Companhia Metropolitana de Transportes
Coletivos (CMTC), João Balestra.
Há
um mês, na primeira reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo
(CDTC) deste ano, medidas para melhorar o serviço foram anunciadas. No entanto,
na prática, a situação continua a mesma.
Uma
das ações que foram propostas é a criação de uma central de monitoramento para
acompanhar em tempo real as planilhas de viagem de ônibus. Apesar do prazo de
um mês para entrar em vigor, a medida ainda não saiu do papel.
Algumas
empresas chegaram a ser autuadas por não cumprir o horário estabelecido. No
entanto, as multas não são pagas. “A CMTC já tem multado as empresas que não
estão respeitando os horários, mas eles não têm pago a multa. A última
informação que eu tive é que existe um dívida de R$ 1 milhão que foi acertada
em pagar em três vezes”, afirmou Balestra.
Para
o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de
Passageiros de Goiânia (Setransp), Décio Caetano, os usuários pagam pela
gratuidade, ônus que deveria ser custeado pelo poder público. “É uma
possibilidade de que o poder público crie um fundo que subsidie todas as
gratuidades. Essa conta hoje da gratuidade, dos estudantes e dos idosos está na
conta da tarifa do usuário”, disse.
Passe
Livre
O benefício do passe livre estudantil ainda não entrou em vigor, pois depende da aprovação do projeito na Assembleia Legislativa de Goiás. A matéria deve passar por votação no plenário pela primeira vez nesta terça-feira (25).
O benefício do passe livre estudantil ainda não entrou em vigor, pois depende da aprovação do projeito na Assembleia Legislativa de Goiás. A matéria deve passar por votação no plenário pela primeira vez nesta terça-feira (25).
"Depende
dos deputados, tem semana que a Assembleia está com baixo quórum. O governador
na semana passada ligou para o líder da Casa [Helder Valin (PSDB)] solicitando
a ele que empenhasse na aprovação do projeto de lei que está lá para que o
governo possa implementar o passe livre o quanto antes", afirmou o
secretário de governo, Joaquim de Castro. Após o projeto ser aprovado em duas
votações, ele segue para ser sancionado pelo governador Marconi Perillo (PSDB).
O
governo informou que todos os estudantes da Região Metropolitana de Goiânia que
fizeram a inscrição no prazo estabelecido vão ser beneficiados. O passe livre
não deve ser estendido para municípios do interior neste ano.
Fonte
e foto: G1 - Trânsito
Edição:
Nova Glória News
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