Família de Roberto Rian lutava pelo procedimento há um ano e cinco meses. Cirurgia foi um sucesso e cicatrização deve ocorrer em 90 dias, diz médico.
Após a cirurgia, garoto Roberto Rian descansa no colo da
mãe (Foto: Ascom/HGG)
O
garoto Roberto Rian, de 1 ano e 5 meses, foi operado na quinta-feira (20) no
Hospital Geral de Goiânia
(HGG). Ele nasceu com uma má formação nos pés e, desde então, sua família
lutava pela cirurgia para que a criança pudesse andar. O procedimento, que
durou cerca de 1h30, foi considerado um sucesso. O menino já recebeu alta
médica e voltou com a mãe, a dona de casa Luzinéia Rosa Ferreira para Rio Verde, onde
mora, na região sudoeste de Goiás.
Roberto
Rian chegou a ter sua operação
agendada para o dia 23 de janeiro desde ano, mas por conta de uma anemia, não
pôde ser submetido ao tratamento. Na ocasião, a mãe do bebê lamentou o
problema, mas entendeu que não havia nada a ser feito. "Infelizmente, não
deu certo. Eu até insisti, pois ele já estava em jejum e fez toda a preparação,
mas o médico disse que ele corria risco de morrer e aí eu concordei que era
melhor adiar”, recorda-se.
Ortopedista
e diretor técnico do HGG, Rafael Nakamura detalhou como foi o procedimento:
"Como os pés dele são tortos para dentro, os ligamentos ficam frouxos. O
que fazemos é um alongamento desses ligamentos e dos tendões para que ele fique
na posição correta. Em alguns casos, é necessário também fazer pequenos cortes
no osso para que o pé volte ao lugar", explica Nakamura ao G1.
Roberto
terá de usar gesso nos dois pés e ficará com eles durante 15 dias, quando terá
que voltar à capital para trocá-los. Segundo o ortopedista, pacientes dessa
idade, em geral, tem uma boa cicatrização. Por isso, as expectativas são boas.
Mãe motras exames: demora para conseguir operação (Foto:
Reprodução/TV Anhanguera)
"Em
um prognóstico normal, ele deve estar totalmente curado em no máximo três
meses. A partir daí, a expectativa é que ele tenha uma vida normal e comece a
andar. Para que tudo dê certo, é importante que nesses primeiros 15 dias ele
mantenha um repouso completo", recomenda.
Peregrinação
Até conseguir a operação de Roberto Rian, a família dele fez uma verdadeira peregrinação em busca de atendimento. A família, que tem renda mensal de um salário mínimo, não tinha condições de arcar com o tratamento. Em setembro do ano passado, o menino conseguiu vaga para fazer o acompanhamento no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).
Até conseguir a operação de Roberto Rian, a família dele fez uma verdadeira peregrinação em busca de atendimento. A família, que tem renda mensal de um salário mínimo, não tinha condições de arcar com o tratamento. Em setembro do ano passado, o menino conseguiu vaga para fazer o acompanhamento no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).
Mesmo
assim, meses depois, a cirurgia do bebê não era marcada. A situação foi
investigada pelo Ministério Público (MP) que concluiu que um laudo errado
estava impedindo a realização do procedimento. “O laudo médico apresentado para
a cirurgia foi genérico, amplo, e o cirurgião exige um laudo específico
indicando a necessidade da criança", afirmou Lúcio Oliveira Júnior,
promotor de Justiça de Rio Verde.
Quando
finalmente conseguiu uma data para ser operado, mas um problema impediu o
procedimento. A cirurgia estava marcada para o dia 23 de janeiro, mas não pôde
ser realizada, pois Roberto teve uma anemia. Para realizar a cirurgia, ele
precisava ter os pés engessados seis vezes. Mas como o procedimento teve que
ser adiado, o gesso chegou a ser colocado mais de dez vezes.
Expectativa é de que em 3 meses,
formato dos pés esteja corrigido (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Edição:
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