Moradora
diz que se machucou e reclama, inclusive, que a casa 'dá choque'.
Caixa diz que quando financiou a compra da casa não havia problemas.
Muro de casa cai após chuva de 10 minutos (Foto: Carla
Pereira de Sousa/ Vc no G1)
A
servidora pública Carla Pereira de Sousa, de 22 anos, está indignada com a
péssima estrutura de uma casa que financiou pelo programa do governo federal
Minha Casa, Minha Vida. Em menos de um ano, o imóvel localizado em Águas Lindas
de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, apresentou diversos problemas. O
último deles ocorreu no último dia 13, quando o muro desabou em cima dela
durante uma chuva. Além de se machucar, a residência da jovem ficou alagada,
destruindo vários móveis. Ela enviou fotos por meio no Vc no G1 relatando
o caso.
Carla
conta que mora no imóvel com o marido, Carlos Augusto Mendes Ramos, de 30 anos,
desde o dia 27 de abril de 2013. Comprada da construtora Planalto Construções e
Reformas, eles pagaram pela casa R$ 100 mil, valor que foi dividido em 300
parcelas.
Carla se machucou com queda de muro (Foto: Carla Pereira de
Sousa/Vc no G1)
Logo
após se mudar para o local, eles começaram a perceber os defeitos. “Quando
começamos a limpar a casa, vimos que estava dando choque. Se jogava água ou até
mesmo passava pano molhado no chão dava choque”. O problema foi resolvido pela
construtora após um mês.
Segundo
a servidora pública, três meses depois da aquisição, várias paredes apresentavam
rachaduras. “Foi uma luta para resolver isso. Queriam que a gente entrasse na
Justiça para pedir o conserto, mas acabou que eles [construtora] arrumaram”,
contou Carla.
As
rachaduras do muro de arrimo apareceram em seguida. O casal relata que por seis
meses tentou resolver o problema. “Estava chovendo há uns 15 minutos. Começou a
vazar pelo muro uma água barrenta. Meu marido pegou a escada para ver o que
estava acontecendo do outro lado. No que eu subi na escada, que estava apoiada
no muro, ele desabou”, diz Carla. Com ferimentos na cabeça e arranhões, a
mulher foi socorrida e passa bem.
Conforme
a servidora pública, eles procuraram a construtora Planalto Construções e
Reformas, mas, mais uma vez, a empresa os informou que não vai arrumar o muro.
Desempregado, Carlos teme mais alagamentos no imóvel, que está desprotegido.
“Não tenho condição de arrumar. Estamos vivendo com o salário da minha mulher.
A gente teme que algo pior aconteça”, ressalta.
Lama invade água e destrói móveis de casa (Foto: Carla
Pereira de Sousa/Vc no G1)
Nota
da Redação: Procurada
pelo G1, a empresa Planalto Construções
e Reformas não atendeu às ligações até a publicação da reportagem.
Já
a Caixa Econômica Federal informou que financiou a aquisição de um imóvel
pronto, na qualidade de instituição financeira. Por este motivo, não acompanhou
a execução das obras que é de responsabilidade da construtora e de seus
responsáveis técnicos. Nestes casos, como é procedimento de praxe do mercado,
técnicos do banco apenas avaliaram o imóvel para fins de definição do valor da
garantia e do limite do financiamento e, na época desta avaliação, não existiam
problemas aparentes.
Segundo
a Caixa, eventuais vícios construtivos são de responsabilidade da construtora,
que deverá ser acionada pelos moradores. O banco informou ainda que a
Construtora Planalto Construções e Reformas já foi incluída em um cadastro
restritivo e já está impedida de realizar novos financiamentos. O canal
exclusivo de comunicação com os clientes do Minha Casa Minha Vida está disponível
via telefone 0800-721-6268 e também por meio das agências da Caixa.
Fonte
e foto: G1 - Goiás
Edição:
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