Garota foi adotada ainda criança e conheceu pai biológico na adolescência. Ele morreu em 2013 e menor virou herdeira ao obter dupla paternidade.
A
Justiça concedeu o direito a uma estudante de 17 anos, moradora de Estrela do
Norte, na região norte de Goiás,
de ter dupla paternidade na certidão de
nascimento. Agora, Helena Silva tem os nomes do pai adotivo e do biológico no
registro.
A
adolescente foi adotada por uma família quando era criança. A mãe biológica era
vizinha da família e passou a guarda para os pais adotivos, que nunca
esconderam o fato da menina. “Eu a criei desde pequenininha, mas a gente sempre
disse que ela tinha dois pais”, conta o pai de criação, Getúlio Silva.
Mesmo
mantendo uma boa convivência com a família adotiva, Helena sempre teve o desejo
de conhecer seu pai biológico, que morava nos Estados Unidos. Ela procurou por
ele e os dois acabaram de conhecendo pessoalmente em 2012. “Gostei muito de ter
contato com ele. Nós íamos para a fazenda, ele vinha aqui em casa. Foi tudo
muito bom”, relatou a estudante.
Um
teste de DNA confirmou a paternidade e, a partir daí, a adolescente decidiu que
queria ter o nome dos dois pais na certidão de nascimento. Ela recorreu à
Justiça e o pedido foi aceito pela Vara da Infância e Juventude do Fórum de
Estrela do Norte no último dia 1º deste mês. “São casos raros, mas acredito que
daqui para frente teremos um número maior de ações desta natureza, até porque
vivemos novos paradigmas sociais. Sendo assim, o Judiciário tem que se
adequar”, explicou o juiz Andrey Formiga.
Apesar
da vitória na Justiça, Helena não pôde comemorar muito, pois seu pai biológico
morreu em um acidente de trânsito em janeiro ano passado. De acordo com o
advogado que representa Helena, Sérgio Miranda, ela recebeu parte da herança
deixada por ele. “É um marco histórico, pois estamos com o primeiro caso com
reconhecimento de vínculo patrimonial, já que a Helena se tornou herdeira do
pai biológico. Até então, nos casos já reconhecidos no país, a dupla
paternidade só se referia ao vínculo e não aos bens”, relatou.
De
acordo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), esse é o segundo caso
registrado no estado em que uma pessoa passa a ter dupla paternidade. “É um
sonho realizado”, afirmou a estudante.
Helena
posa com pai adotivo e comemora decisão: 'Sonho realizado' (Foto: Reprodução/TV
Anhanguera)
Fonte
e foto: G1 - Goiás
Edição:
Nova Glória News
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