Parente afirma que convênio recusou UTI por tempo de carência contratual. Polícia apura omissão de socorro; empresa diz que paciente foi estabilizado.
Tiago
Antonio Cotrim Pinhoni morreu na madrugada de segunda-feira (21) por edema
pulmonar agudo em um pronto-socorro municipal após ser levado de ambulância do
Hospital São Marcos, onde sua internação foi recusada pelo Grupo São Francisco,
alegou sua família.
O
Hospital São Marcos comunicou que a internação não aconteceu porque o Grupo São
Francisco não permitiu. A empresa responsável pelo plano de saúde, por outro
lado, informou que Pinhoni foi atendido por uma equipe médica local e
encaminhado para a Santa Casa de Jaboticabal depois de ser estabilizado, mas
não comentou a internação negada. A Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), reguladora de planos de saúde de todo o país, confirma que é obrigatório
ao convênio o atendimento aos pacientes com risco de vida, mesmo quando estes estão
sujeitos ao período de carência do contrato.
Pinhoni morreu após ter internação
negada, dizem familiares (Foto:
Maurício Glauco/ EPTV)
Internação
negada
Segundo o auxiliar administrativo André Luiz Caraschi, seu cunhado Tiago Pinhoni foi levado para o Hospital São Marcos na tarde de domingo (20) após passar mal. “Dava para ver que era muito grave a situação dele”, disse. Depois de realizar atendimento de urgência e de constatar um edema pulmonar, a equipe médica teria recusado a internação na unidade de terapia intensiva (UTI) porque o convênio particular do paciente ainda estava em período de carência, afirmou Caraschi.
Segundo o auxiliar administrativo André Luiz Caraschi, seu cunhado Tiago Pinhoni foi levado para o Hospital São Marcos na tarde de domingo (20) após passar mal. “Dava para ver que era muito grave a situação dele”, disse. Depois de realizar atendimento de urgência e de constatar um edema pulmonar, a equipe médica teria recusado a internação na unidade de terapia intensiva (UTI) porque o convênio particular do paciente ainda estava em período de carência, afirmou Caraschi.
Ele
alegou que o plano de saúde negou o serviço mesmo diante do risco de o paciente
morrer. De acordo com o auxiliar administrativo, no final de março outra
internação, mesmo sendo requerida por um médico, havia sido negada ao seu
cunhado com base na mesma justificativa. “Fizeram o atendimento através da
plantonista [uma médica] que estava lá. Depois disso ela continuou com o
procedimento e requisitou a entrada na UTI. Ele estava precisando de uma
internação urgente. Mas ele não foi internado, segundo o que passaram pra
gente, pelo fato de o plano dele estar em período de carência”, relatou.
Família diz que paciente teve internação negada no Hospital São Marcos
(Foto: Maurício Glauco/ EPTV)
O
analista de sistemas permaneceu sob observação e respirando com uma máscara de
oxigênio no Hospital São Marcos até por volta das 23h do domingo. De lá, o
auxiliar relatou que o paciente foi levado em uma ambulância para o
pronto-socorro da Santa Casa, local onde poderia receber atendimento gratuito
pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entretanto,
uma parada cardíaca complicou seu estado de saúde e Pinhoni morreu por volta
das 4h30 de segunda-feira por edema pulmonar agudo, segundo atestado de óbito.
“A sensação que a gente tem é de que não temos suporte. Quem hoje precisa de
atendimento não tem suporte necessário, independente de ter plano ou não”,
afirmou Caraschi.
A
família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que instaurou
inquérito para apurar omissão de socorro, de acordo com o delegado Oswaldo José
da Silva. “Vamos ouvir os médicos que prestaram atendimento, assim como auxiliares
e responsáveis pelas anotações. Vamos pedir as fichas clínicas para verificar
se houve omissão de socorro”, disse. Segundo o cunhado de Pinhoni, a família
vai levar o caso à Justiça, mas não deu detalhes.
Delegado apura omissão de socorro e quer ouvir médicos paciente (Foto:
Maurício Glauco/ EPTV)
Saúde
Suplementar
A Agência Nacional de Saúde Suplementar esclareceu que, em casos de risco de morte, o paciente deve receber atendimento imediato pelo estabelecimento procurado mesmo em casos de período de carência vigente. “A preservação da vida deve ser a prioridade e a remoção do paciente só deverá ser feita após criteriosa avaliação de risco”, informou.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar esclareceu que, em casos de risco de morte, o paciente deve receber atendimento imediato pelo estabelecimento procurado mesmo em casos de período de carência vigente. “A preservação da vida deve ser a prioridade e a remoção do paciente só deverá ser feita após criteriosa avaliação de risco”, informou.
Hospital
São Marcos
A diretoria do Hospital São Marcos comunicou que o atendimento de urgência dos conveniados é coordenado pelo próprio grupo São Francisco e que a equipe médica é remunerada pela empresa. A unidade hospitalar alegou ainda que o plano de saúde não autorizou a internação de Tiago Pinhoni. “Sua internação foi solicitada por várias vezes e não veio a acontecer uma vez que o supracitado convênio não a autorizou.”
A diretoria do Hospital São Marcos comunicou que o atendimento de urgência dos conveniados é coordenado pelo próprio grupo São Francisco e que a equipe médica é remunerada pela empresa. A unidade hospitalar alegou ainda que o plano de saúde não autorizou a internação de Tiago Pinhoni. “Sua internação foi solicitada por várias vezes e não veio a acontecer uma vez que o supracitado convênio não a autorizou.”
Grupo
São Francisco
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Grupo São Francisco confirmou que o paciente foi atendido em 20 de abril no São Marcos “com respaldo da equipe médica e estrutura local” e que, após ser estabilizado, foi encaminhado para a Santa Casa de Jaboticabal. A empresa não falou, no entanto, sobre a recusa da internação.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Grupo São Francisco confirmou que o paciente foi atendido em 20 de abril no São Marcos “com respaldo da equipe médica e estrutura local” e que, após ser estabilizado, foi encaminhado para a Santa Casa de Jaboticabal. A empresa não falou, no entanto, sobre a recusa da internação.
Fonte
e foto: G1 - Ribeirão e Franca
Edição:
Nova Glória News
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