Quatro jovens foram executadas, no Morro do Mendanha, em Goiânia. Suspeito namorava uma das vítimas e acreditou que ela delatou quadrilha.
A
Polícia Civil informou, nesta terça-feira (25), que as quatro jovens executadas
no Morro do Mendanha, em Goiânia,
foram mortas porque o namorado de uma delas, uma adolescente de 15 anos, pensava ter sido denunciado por ela a um policial militar. O contato teria sido feito por meio de uma mensagem de SMS. O rapaz, um menor de 17 anos, é suspeito de participar de uma quadrilha que teria cometido vários outros crimes em Trindade, na Região Metropolitana da capital.
foram mortas porque o namorado de uma delas, uma adolescente de 15 anos, pensava ter sido denunciado por ela a um policial militar. O contato teria sido feito por meio de uma mensagem de SMS. O rapaz, um menor de 17 anos, é suspeito de participar de uma quadrilha que teria cometido vários outros crimes em Trindade, na Região Metropolitana da capital.
O
crime aconteceu no último dia 8, no Morro do Mendanha, no Jardim
Petrópolis, na capital. As quatro foram executadas juntas, uma ao lado da
outra, cada uma com um tiro na cabeça. Duas das vítimas eram adolescentes, de
15 e 16 anos. As outras duas tinham 19 anos.
Segundo
a polícia, a informação sobre a motivação do crime foi dada por dois suspeitos
de participação na chacina, um maior de 19 anos e um menor de 17. O primeiro
foi preso e o segundo apreendido, ambos em Novo Gama, no entorno do Distrito
Federal, na última quarta-feira (19). Eles estão detidos na capital. Ainda
conforme a polícia, eles confessaram envolvimento nos homicídios, mas afirmaram
que os tiros foram efetuados por outro suspeito, um menor também de 17 anos,
que ainda está foragido.
SMS
Em depoimento à polícia os suspeitos afirmaram que, dias antes da chacina, durante uma abordagem por policiais militares, os agentes os ameaçaram, dizendo que a corporação estava recebendo informações sobre atividades ilícitas cometidas pela quadrilha.
Em depoimento à polícia os suspeitos afirmaram que, dias antes da chacina, durante uma abordagem por policiais militares, os agentes os ameaçaram, dizendo que a corporação estava recebendo informações sobre atividades ilícitas cometidas pela quadrilha.
“Policiais
militares abordaram esses menores, não encontraram nada de ilícito com eles,
mas num primeiro momento disseram que eles estavam sendo monitorados, até
porque alguém estava os delatando”, explica o delegado Murilo Polati, da
Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH). A Polícia Civil ainda investiga
se essa situação realmente ocorreu e se os policiais militares realmente tinham
recebido a denúncia, ou se era apenas uma forma de intimidá-los.
Em
seguida, um dos jovens, o adolescente de 17 anos que está detido, teria
encontrado uma mensagem no celular da namorada, uma das vítimas da chacina, que
dizia “me liga”. A jovem teria respondido: “estou em um lugar inadequado, com
pessoas inadequadas”. Suspeitando da garota, ele anotou o número do telefone de
quem enviou a mensagem e depois ligou. Durante a chamada ele recebeu a
informação de que o telefone era de um policial militar.
Premeditado
O adolescente então teria ligado a ameaça sofrida durante a abordagem policial à mensagem encontrada no celular e acreditou que a namorada era autora das denúncias. “Ele comprovou na caixa de mensagem que uma das vítimas matinha contato telefônico com um suposto policial militar. Desta forma entendeu [que ela o tinha delatado] e premeditou a morte dessas meninas e, encontrando com elas, acabaram consumando o delito”, afirma o delegado.
O adolescente então teria ligado a ameaça sofrida durante a abordagem policial à mensagem encontrada no celular e acreditou que a namorada era autora das denúncias. “Ele comprovou na caixa de mensagem que uma das vítimas matinha contato telefônico com um suposto policial militar. Desta forma entendeu [que ela o tinha delatado] e premeditou a morte dessas meninas e, encontrando com elas, acabaram consumando o delito”, afirma o delegado.
Das
vítimas, duas eram namoradas de integrantes da quadrilha. As outras duas eram
usuárias de drogas, segundo a polícia, e também eram amigas dos suspeitos, mas
não tinham relação amorosa com eles. Todas elas foram levadas em um carro até o
Morro do Mendanha após
encontrarem com os rapazes em uma boate com a promessa de que seriam levadas
para casa.
“Segundo
consta nas investigações, elas possivelmente foram lubridiadas pelos autores,
até porque duas delas mantinham relacionamento amoroso com dois deles e dessa
forma acreditavam que iriam para casa”, explica Polati. “Segundo depoimento de
um dos menores, ele admitiu que no meio do caminho mudou a rota e falou para
elas que elas seriam mortas justamente em razão dessas delações”, conclui.
Chacina
O crime aconteceu no dia 8. Com depoimentos de amigos e familiares das vítimas, a polícia apurou que as jovens permaneceram em uma boate no Setor Vera Cruz, até por volta das 3 horas da manhã do dia do crime e as execuções aconteceram cerca de 30 minutos depois. As câmeras de segurança que ficam em frente à boate não funcionavam no dia do crime.
O crime aconteceu no dia 8. Com depoimentos de amigos e familiares das vítimas, a polícia apurou que as jovens permaneceram em uma boate no Setor Vera Cruz, até por volta das 3 horas da manhã do dia do crime e as execuções aconteceram cerca de 30 minutos depois. As câmeras de segurança que ficam em frente à boate não funcionavam no dia do crime.
Duas
delas, as adolescentes de 15 e 16 anos, foram enterradas no Cemitério de
Trindade, na Região Metropolitana. O corpo de uma das jovens de 19 anos foi em
Araguaína (TO), onde ela nasceu. A outra vítima de 19 anos foi enterrada em
Itapuranga, a 166 km de Goiânia.
Fonte
e foto: G1 - Goiás
Edição:
Nova Glória News
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