A presidenta
Dilma Rousseff e o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, participaram, na tarde
desta segunda-feira (10), em São Paulo (SP),
da cerimônia de lançamento da
vacinação nacional contra o HPV. A cerimônia aconteceu no Centro de Ensino
Unificado Butantã, no Jardim Esmeralda.
O
ministro Chioro aplicou a primeira vacina numa das estudantes escolhida para
representar a abertura da campanha de vacinação, enquanto a presidente
acompanhava a ação.
Em seguida, em
seu discurso, ele destacou a parceria entre a pasta e o Ministério da Educação
(MEC) e secretarias do governo federal, em prol da campanha que protegerá as
meninas de hoje, mulheres do futuro. Essa vacina, que na rede particular custa
R$ 500 reais, e que deve ser tomada em três doses, acarretaria um custo muito
alto para a família brasileira no valor de R$ 1500.
Chioro
lembrou que a Vacina HPV é segura e tem reconhecimento da Organização Mundial
da Saúde, e faz parte da política de atenção integral à saúde da mulher. “HPV é
o vírus que passa de pessoa a pessoa por meio da pele, da mucosa durante o ato
sexual, e o câncer de colo de útero é o 4º câncer entre as mulheres e o 3º que
mais mata,” falou o ministro.
O ministro
relembrou que neste ano, serão vacinadas as meninas de 11, 12 e 13 anos. “Só
nas aldeias indígenas começaremos já com as meninas de 9. Em 2015, vamos
vacinar as meninas 9, 10 e 11 anos. Quem se vacinar neste ano precisa tomar a
segunda dose daqui a seis meses e tomar reforço daqui a 5 anos,” conclui Chioro
dizendo que a partir do momento que as meninas tomam a vacina, elas também
ajudarão a proteger os meninos .
Em
seguida, a presidenta Dilma Rousseff destaca o slogan da campanha que diz que
cada menina é de um jeito, mas todas as meninas precisam de proteção, assim
reafirmando que é obrigação do Estado garantir proteção a todas. “Vocês vão ter
papel protagonista nesse País, porque nós, mulheres, temos mudado progressivamente
a situação das mulheres,”disse.
Dilma
ressalta importância da parceria de transferência de tecnologia, que permite ao
Brasil assegurar empregos no País. “Brasil, progressivamente, dá importância
cada vez maior às suas mulheres,” conclui destacando os programas na área de
desenvolvimento tecnológico em prol da saúde.
Ação
Pela
manhã, postos de saúde e escolas públicas e privadas iniciaram a vacinação
contra HPV em meninas de 11 a 13 anos. A meta do Ministério da Saúde é vacinar
80% do público-alvo, formado por 5,2 milhões de meninas nessa faixa-etária.
O
vírus HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, terceiro tipo mais
frequente entre as mulheres, atrás apenas do de mama e de cólon e reto.
Para
garantir maior cobertura vacinal, o Ministério da Saúde recomenda que a
primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas públicas e
privadas que aderiram à estratégia. A vacina – que passa a integrar o
calendário nacional – também estará disponível nas 36 mil salas de vacinação da
rede pública de saúde durante todo o ano. A segunda será aplicada com intervalo
de seis meses e a terceira, de reforço, será tomada cinco anos após a primeira
dose.
As secretarias
municipais de Saúde foram orientadas para programar a vacinação nas escolas a
partir do dia 10 de março. As instituições de ensino devem informar, com
antecedência, aos pais ou responsáveis a data de vacinação.
Tanto
no ambiente escolar como nos postos de saúde, a vacina será aplicada por
profissionais de saúde. Os pais ou responsáveis que não quiserem que a
adolescente seja vacinada deverão preencher e enviar à escola o termo de recusa
distribuído pela instituição de ensino antes da vacinação.
No
caso das unidades de saúde, é importante que a adolescente apresente a
caderneta de vacinação. Para assegurar a aplicação das três doses, o serviço de
saúde vai registrar cada adolescente imunizada, monitorar a cobertura vacinal e
realizar, se necessário, a busca ativa das meninas.
Esquema
vacinal
O
esquema adotado pelo Ministério da Saúde é chamado de “estendido” e composto
por três doses. Recomendado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS)
e utilizado em países como Canadá, México, Colômbia e Suíça, o modelo garante
maior duração da proteção fornecida pela vacina.
Ao
iniciar a imunização, seja na escola ou no posto de saúde, a adolescente
receberá orientações sobre aonde se dirigir para a administração da segunda
dose, que ocorrerá na unidade de saúde. Neste ano, serão vacinadas meninas de
11 a 13 anos.
Em
2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e, em
2016, às meninas que completam nove anos. Com isso, o Brasil, em apenas dois
anos, protegerá a faixa etária (meninas de 9 a 13 anos) que melhor se beneficia
da proteção da vacina.
Proteção
O
Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses para o primeiro ano de
vacinação. A vacina utilizada é a quadrivalente, que confere proteção contra
quatro subtipos (6, 11, 16 e 18) do HPV, dos quais dois (subtipos 16 e 18) são
responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo
mundo.
Usada
como estratégia de saúde pública em 51 países, a quadrivalente é recomendada
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem eficácia de 98% contra o vírus HPV.
A
vacinação é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a
prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. Ela não substitui a realização
do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.
O
Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos
façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames
anuais consecutivos negativos.
Campanha
Desde
o último sábado (8), o Ministério da Saúde veicula uma campanha publicitária que
orienta a população sobre a importância da prevenção contra o câncer do colo de
útero em TV, rádios e jornais. Com o tema “Cada menina é de um jeito, mas todas
precisam de proteção”, as peças convocam as adolescentes para se vacinar e
alertam as mulheres sobre a prevenção.
As
informações são veiculadas por meio de cartazes, spot de rádio, filme para TV,
anúncio em revistas, outdoors e campanhas na internet, especialmente nas redes
sociais. O investimento do Ministério da Saúde na campanha publicitária é de R$
20 milhões.
Produção
Nacional
Para
a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde firmou Parceria para o
Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Instituto Butantan e o laboratório
privado Merck Sharp & Dohme (MSD).
Será
investido R$ 1,1 bilhão na compra de 41 milhões de doses da vacina durante
cinco anos – período necessário para a total transferência de tecnologia ao
laboratório brasileiro. A PDP possibilitou uma economia estimada de R$ 83,5
milhões na compra da vacina em 2014. O Ministério da Saúde pagará R$ 31,02
por dose, o menor preço já praticado no mercado.
HPV
O
HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas
por meio de relações sexuais. Por tratar-se de um vírus que se transmite com
muita facilidade, considera-se que o HPV seja a infecção sexualmente
transmitida mais comum no mundo, com quase todas as pessoas sexualmente ativas
tendo contato com o vírus em algum momento da sua vida.
Na
grande maioria, o HPV cura-se espontaneamente, mas em algumas mulheres eles
produzem lesões que podem desencadear o câncer de colo do útero.
O
HPV também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.
Estima-se que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido ao câncer de colo do
útero. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil
novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos nesse ano.
Fonte
e foto: Jornal Populacional
Edição:
Nova Glória News
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