Uma
idosa de 72 anos foi parar no hospital, vítima de uma espetinho ingerido de um
estabelecimento comercial do ramo alimentício, na cidade de Carmo do Rio Verde.
Euclides Rosa, filho da vítima (Maria Rosa), relatou ao Jornal Populacional que
comprou um churrasquinho para sua mãe, em determinado estabelecimento da cidade
e este veio a causar transtornos. Sua mãe foi levada para a InterVida em Ceres
e atendida pelo Dr. Hélio Albino, que por meio de um exame constatou que
existia um corpo estranho no intestino de Maria Rosa, que possivelmente não
percebeu a farpa ao mastigar devido usar dentadura, e não ter a sensibilidade
suficiente para sentir.
Euclides comentou que na cidade de Carmo do Rio Verde a maiorias dos
estabelecimentos não usa o espetinho certo na hora de fazer o churrasquinho,
utilizando o espetinho de fabricação caseira, o qual deixa farpas na carne.
Dentro da carne que sua mãe ingeriu havia dois pedaços de bambu. A ingestão até
o estômago foi normal, já que as farpas estavam na carne, mas depois que a
carne se dissolveu as farpas de bambu desceram para o intestino e o perfurou em
dois lugares. A vítima teve que fazer uma cirurgia às pressas com grande grau
de risco, devido já estar com uma infecção, Maria ficou mais de 78 horas na
U.T.I. e quase perdeu a vida.
Seu filho também comentou que não sabe se é uma negligencia do estabelecimento,
mas que deveria ser tomado mais cuidado e as pessoas deveriam investir mais em
seus comércios, para não acontecer isso com outras pessoas na cidade. Euclides
disse que graças a Deus a família teve condições de correr a tempo com sua mãe
e pagar o tratamento adequado, que foi o que salvou sua vida. O médico falou
que se tivesse demorado mais 6 horas para a paciente ir até o hospital, ela
teria morrido devido a uma infecção generalizada.
Maria Rosa ingeriu o alimento no sábado (22/02) e no domingo no período da
tarde começou a se sentir mal, seu filho a levou às 22h para o UPA em Ceres,
onde ficou até as 09h do dia seguinte, o médico deu remédios para que a dor
diminuísse, porém não fez nenhum exame, Maria foi para sua casa e almoçou, foi
quando a dor voltou muito forte e ela foi levada para a InterVida. A cirurgia
de Maria foi feita às pressas, não dando tempo de fazer risco cirúrgico e
outros exames, foi realizada no dia 24 de fevereiro. Maria entrou para a sala
de cirurgia 20h30 e saiu às 03h00, da manhã direto para a U.T.I., onde ficou
por quase dois dias e depois por mais nove dias no quarto. De três em três dias
Maria é levada ao hospital para fazer monitoramento e exames. A cirurgia custou
14 mil reais, feita de modo particular.
Daqui 90 dias será feita uma nova cirurgia. Atualmente Maria sente dores, mas o
médico disse que essa dor é normal, até porque Maria tem outros problemas,
como: diabetes, pressão alta e hipertensão. Assim é necessário o monitoramento
que está sendo feito pelo Dr. Hélio Albino.
Euclides pede que as pessoas tomem mais cuidado com o que consomem,
principalmente com o que dão para as crianças e idosos consumirem. Euclides
ainda fez o teste com outro estabelecimento da cidade, comprando espetinhos e
os cortando, onde encontrou farpas de bambu. Nos mercados são vendidos os
espetos corretos, feitos em máquinas e lixados, o espeto utilizado no
estabelecimento onde Euclides comprou o churrasquinho para sua mãe não é
desses, é um espeto de fabricação caseira. Os donos do estabelecimento não se
manifestaram, nem procuraram notícias de Maria Rosa. A família não pretende
processar o estabelecimento, mas pede para que o mesmo tome mais cuidado, para
que isso não ocorra com mais pessoas. A reportagem procurou o estabelecimento
comercial, a proprietária disse que lamenta o ocorrido e vai procurar a família
da vítima para falar a respeito do caso.
Fonte
e foto: Jornal Populacional
Edição:
Nova Glória News
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