Crime ocorreu próximo a uma boate 15 dias após discussão, em Indiara, GO. Polícia já prendeu um dos suspeitos, mas dois ainda continuam foragidos.
A
família do jovem Raphael Vinícius Silva, de 21 anos, está inconsolável
com forma brutal que ele foi morto. O rapaz foi espancado com tijoladas por
três homens depois que ele saía de uma boate na madrugada do último domingo
(23), em Indiara, a 90 km de Goiânia. Um
suspeito já foi preso e dois estão foragidos. A motivação do crime, segundo a
polícia, foi uma briga após um jogo de futebol, cerca de 15 dias antes do
homicídio.
Segundo
a família, o futebol era justamente o esporte que o rapaz mais gostava.
"Ele ligava a televisão no futebol e, quando a gente queria assistir a
alguma coisa, tinha que pedir para tirar. O negócio dele era futebol, era a
paixão dele", afirma o pai de Raphael, Carlos Francisco da Silva. O jovem
dividia o tempo entre os jogos com os amigos e o trabalho na pamonharia de
propriedade da família.
O
comerciante lembra que a briga que teria motivado o crime ocorreu porque o
filho tentou defender um amigo de infância que, atualmente, joga futebol
profissionalmente na Croácia. O atleta, que jogava com Raphael antes de ir para
a Europa, foi criticado pelos outros companheiros de time, o que causou uma
discussão após um jogo entre amigos. Aproximadamente duas semanas depois,
um dos envolvidos na confusão e outros dois rapazes mataram o jovem com
tijoladas.
A
mãe de Raphael, Valdenira Francisca da Silva, lembra com muita tristeza do dia
em que o filho saiu de casa para ir até a casa noturna. Ela revela que, naquele
dia, sentiu que algo ruim poderia ocorrer com o jovem.
Raphael sonhava em ser jogador de futebol (Foto: Reprodução/TV
Anhanguera)
"Quando
estive aqui no quarto, pensei: 'Meu Deus, será que meu filho vai voltar?'
Parece que eu senti um pressentimento. Eu disse para ele não sair, ele não era
de ir nessas festas", lamenta.
Amigo
da vítima, Adeílton Nascimento revela que Raphael estava se divertindo na
festa. "Ele estava feliz, tranquilo, normal. Ele conversou com a nossa
turma e saiu. Depois, passei na porta do hospital e vi ele em uma cadeira de
rodas dando entrada no hospital", recorda.
Segundo
o organizador da festa, Diego Aguiar, o desentendimento começou dentro da
boate. "Os seguranças pediram para o Rafael ir embora, mas ele não quis
ir. Estava tranquilo com os amigos dele e ficou até a festa acabar",
informa.
Atendimento
Após ser espancado, Raphael foi levado por dois homens, que não preferiram se identificar, para o Hospital Municipal de Indiara. Segundo eles, o atendimento demorou e a unidade não tinha médico de plantão.
Após ser espancado, Raphael foi levado por dois homens, que não preferiram se identificar, para o Hospital Municipal de Indiara. Segundo eles, o atendimento demorou e a unidade não tinha médico de plantão.
"Levamos
ele lá para dentro e demorou uns dez minutos para ela ser atendido. Mas quem
veio foram as enfermeiras porque não tinha médico de plantão", afirma um
dos jovens.
Pais do jovem estão desolados após motivo do homiccídio
do filho (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Em
nota, o hospital contesta a versão e diz que a unidade conta um médico de
plantão 24 horas por dia, inclusive no dia em que o jovem deu entrada no local.
O comunicado afirma que um profissional chegou a atender Raphael, mas ele já
não apresentava mais os sinais vitais.
Investigação
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Queops Barreto, testemunhas relataram à polícia que a vítima teria ido até uma casa noturna da cidade, onde acabou encontrando o homem com quem jogava futebol e tinha discutido previamente. Ainda de acordo com os relatos, o suspeito do crime teria provocado o jovem durante a festa e eles iniciaram uma nova briga. “Um dos seguranças chegou a separar os dois, devido às provocações”, relatou Barreto.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Queops Barreto, testemunhas relataram à polícia que a vítima teria ido até uma casa noturna da cidade, onde acabou encontrando o homem com quem jogava futebol e tinha discutido previamente. Ainda de acordo com os relatos, o suspeito do crime teria provocado o jovem durante a festa e eles iniciaram uma nova briga. “Um dos seguranças chegou a separar os dois, devido às provocações”, relatou Barreto.
Quando
o rapaz saiu da boate, a pé, foi seguido pelo suspeito e outros dois homens,
que arremessaram tijolos contra a vítima. O jovem morreu no local. Um dos
agressores foi preso em flagrante, mas nega participação no crime. Os outros
estão foragidos.
O
homem que está preso será indiciado por homicídio duplamente qualificado, por
motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima, e, se for condenado, pode
pegar de 12 a 30 anos de prisão. O delegado afirmou que, ao prender os dois
foragidos, também os indiciará pelo mesmo crime.
Fonte
e foto: G1 - Goiás
Edição:
Nova Glória News
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