Dupla foi presa em flagrante pela Polícia Civil em praça da cidade. Delegado diz que homem teria roubado bloco de atestados de hospital.
Um
casal foi preso em flagrante vendendo atestados médicos e receituários
falsificados em Anápolis,
a 55 km de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, a dupla começou a ser
investigada depois que mais de 50 inquéritos foram abertos na cidade por
documentos falsos apresentados em empresas do Distrito Agroindustrial de
Anápolis (Daia).
O
casal foi flagrado pela polícia enquanto vendia os atestados em uma praça da
cidade, em plena luz do dia. Para efetuar a prisão, uma agente da polícia se
passou por funcionária de uma indústria e disse que queria um pedido de
afastamento do trabalho.
A
ação foi registrada com exclusividade pela TV Anhanguera (veja vídeo acima).
Nas imagens, é possível ver que o homem escuta a solicitação da policial
disfarçada e vai até o carro, onde busca um bloco de atestado. Ele se apresenta
como médico e pergunta quantos dias ela precisa de afastamento. “Para você vou
dar [atestado] de clínico e dizer que você tem anemia profunda”, diz o
suspeito.
Em
seguida, o falso médico preenche o documento na praça e o entrega para a
agente. Quando combinava sobre o pagamento, o homem foi preso em flagrante pela
polícia. Para cada dia de afastamento no atestado, o casal cobrava R$ 30.
De
acordo com o delegado Manoel Vanderic, o homem preso é técnico em enfermagem e
trabalhou no Hospital de Urgências de Anápolis (Huana) por sete anos. Ele teria
furtado o bloco de atestados, onde consta o código de cada doença, da unidade.
Além disso, ele teria roubado um carimbo médico e receituários.
Na ocasião, o Huana chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o furto. “Como ele foi dispensado no ano passado, a gente acredita que ele tenha algum colega no hospital que forneça para ele esses atestados em branco para que ele preencha e venda no mercado”, disse o delegado.
A polícia acredita que os golpistas faturaram mais de 20 mil reais vendendo documentos falsos. “Em razão desses fatos, o casal está sendo autuados por receptação qualificada e falsidade ideológica, cuja somatória das penas pode chegar a 13 anos de prisão”, explicou Vanderic.
Na ocasião, o Huana chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o furto. “Como ele foi dispensado no ano passado, a gente acredita que ele tenha algum colega no hospital que forneça para ele esses atestados em branco para que ele preencha e venda no mercado”, disse o delegado.
A polícia acredita que os golpistas faturaram mais de 20 mil reais vendendo documentos falsos. “Em razão desses fatos, o casal está sendo autuados por receptação qualificada e falsidade ideológica, cuja somatória das penas pode chegar a 13 anos de prisão”, explicou Vanderic.
Ao
G1, o
Huana informou, em nota, que tomou conhecimento do desvio de blocos de
atestados, protocolando um boletim de ocorrência no 6° Distrito Policial de
Anápolis, no último dia 21 de março, em desfavor do do técnico de enfermagem.
Segundo a unidade, ele foi desligado do quadro de funcionários no dia 24 de
janeiro deste ano.
O Huana diz acreditar que a ação criminosa aconteceu de maneira isolada, mas que abriu uma sindicância administrativa para investigar se houve participação de outros funcionários. Além disso, para evitar que o problema se repita, o hospital pretende adotar em breve o prontuário eletrônico.
O Huana diz acreditar que a ação criminosa aconteceu de maneira isolada, mas que abriu uma sindicância administrativa para investigar se houve participação de outros funcionários. Além disso, para evitar que o problema se repita, o hospital pretende adotar em breve o prontuário eletrônico.
Atestados médicos do Huana foram
apreendidos com os suspeitos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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