Programação prevê três dias de festa em estrutura no centro da cidade. Representantes de agremiações reclamam de falta de recursos públicos.
Passistas durante
lançamento do carnaval de rua de Goiânia (Foto: Divulgação/Secult)
A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) divulgou a programação do carnaval de rua em Goiânia. A festa gratuita organizada pela prefeitura na capital ocorrerá em apenas três dias - no sábado e domingo não há nenhuma programação. O destaque é o desfile de quatro escolas de samba e blocos carnavalescos em uma estrutura que será montada no Centro da cidade.
Segundo a diretora de políticas e eventos culturais da Secult, Marci Dornelas, uma estrutura com pista e arquibancada será construída próximo à Praça do Trabalhador, antiga Estação Rodoviária. O local será chamado de Estação Cultural. "Esperamos um público de pelos menos cinco mil pessoas", disse a diretora ao G1.
No dia 28 de fevereiro, sexta-feira, haverá uma concentração na frente do Centro de Memória e Referência Grande Hotel, na Avenida Goiás. A animação ficará por conta de blocos carnavalescos que se apresentarão no local.
Já os desfiles ocorreram nos dias 3 e 4 de março, a partir das 19 horas. Na segunda-feira, as agremiações que irão se apresentar são a Beija-Flor e Lua-Alá. No dia seguinte, irão para a avenida a Mocidade do Samba e a Brasil Mulato.
Junto com as escolas, também animarão o público mais cinco blocos carnavalescos. São eles: Coró de Pau, Flor do Cerrado, Fora do Vale, Afoxé Omolu Ale e o Bloco Socialista.
Escolas reclamam
Apesar de confirmar a participação no desfile, as escolas de samba reclamam que não receberam a verba destinada para o carnaval através das leis de incentivo à cultura.
Presidente honorário da Lua-Alá, escola mais tradicional da cidade, Antônio Delgado diz que conta com o apoio de voluntários do Setor São Judas Tadeu para organizar o carnaval. "Vamos fazer algo bem criativo e social. Grande parte do pessoal que desfila é da periferia. É a satisfação da população", destaca.
A agremiação foi a única a desfilar nos últimos cinco anos na capital. Este ano, eles vão encenar a vida do poeta Carlos Brandão, diretor do Teatro Goiânia. Cerca de 500 pessoas devem desfilar.
O presidente da Mocidade do Samba, Mário Ferreira, diz que uma frase explica a dificuldade em fazer carnaval em Goiânia. "É como achar ouro na Serra Pelada", brinca. No entanto, ele garante que escola vai desfilar representando o Jardim Balneário Meia Ponte "nem que seja com o que tem".
Casal de mestre-sala
e porta-bandeira da Lua-Alá em ensaio (Foto: Divulgação/Facebook)
"Há mais de um mês que estamos esperando essa verba. Não vejo nenhuma luz no fim do túnel, é inviável ir para a avenida assim", lamenta. Ela diz, no entanto, que se o dinheiro não sair, vai abrir mão do enredo sobre a cidade de Senador Canedo para "algo qualquer".
Por fim, a Brasil Mulato, que representa o Setor Pedro Ludovico deve ter 100 pessoas desfilando em um enredo que homenageia os 80 anos de Goiânia.
Sobre as reclamações, a diretora de políticas e eventos culturais da Secult, Marci Dornelas explicou que a lei de incentivo à cultura não repassa a verba diretamente para as agremiações. Segundo ela, algumas empresas se cadastram na prefeitura e repassam o benefício em troca do abatimento de alguns impostos. Portanto, segundo a diretora, as escolas devem procurar diretamente as instituições que participam do projeto para pegar o dinheiro.
Fonte
e foto: G1 Goiás CARNAVAL 2014
Edição:
Nova Glória News
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