Alunos querem mudanças na BR-364, que dá acesso à universidade. Eles exigem a assinatura de um termo de compromisso dos representantes.
Estudantes
de vários cursos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Jataí , sudoeste
goiano, decidiram continuar o protesto na entrada do Campus Cidade
Universitária após uma reunião na manhã desta sexta-feira (21). Eles pedem que
seja realizada uma série de mudanças no acesso à instituição. Para desbloquear
a entrada da universidade, os alunos exigem que um termo de compromisso seja
assinado pelos órgãos responsáveis.
A
manifestação foi motivada pela morte de uma estudante, que trafegava de moto e
foi atingida por uma caminhonete, após sair da universidade, na quinta-feira
(20). O campus fica às margens da BR-364 e alunos reclamam que enfrentam riscos
e dificuldades para chegar ao local.
“Entre
as reivindicações estão a colocação de uma lombada eletrônica, a construção de
uma passarela e também que seja arrumada a iluminação da rodovia e a reabertura
da antiga entrada da UFG”, disse a coordenadora do curso de direito da UFG,
Helga Martins de Paula.
Ainda
segundo a coordenadora, durante a reunião, foi apresentado ao reitor da UFG e
aos representantes da prefeitura e PRF uma lista com todas as reivindicações de
curto, médio e longo prazos. Os responsáveis teriam se comprometido a
encaminhar as demandas para as esferas competentes para tentar solucionar o
impasse.
A
assessoria de comunicação UFG informou que o reitor continua no local para
analisar quais medidas podem ser tomadas para que as atividades acadêmicas
sejam retomadas. Porém, os alunos ainda exigem a assinatura de um termo de
compromisso. “Não temos hora para encerrar. Estamos aqui desde quinta-feira, às
6h. Queremos chamar a atenção das autoridades competentes”, disse a estudante
Lorrane Ibrahin.
O
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável por
obras nas rodovias federais, também foi convidado pelos manifestantes para a
assembleia, mas não enviou representante. A assessoria de imprensa do órgão
informou ao G1
que aguarda uma análise do departamento técnico do órgão para se pronunciar
sobre o caso.
Retorno para a universidade fica há 2 quilômetros do campus (Foto:
Reprodução/TV Anhanguera)
Morte
A
estudante morreu quando ia de moto para casa após sair da faculdade. De
acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela entrou na contramão, pelo
acostamento da rodovia, e foi atingida por uma caminhonete.
A
estudante teria feito a conversão irregular na tentativa de seguir por um
trajeto menor até chegar ao retorno, perto da universidade. A batida ocorreu
quando ela cruzou a pista, ela foi atropelada pelo motorista do outro veículo,
que trafegava no sentido de Jataí a Rio Verde.
“Eles
[motoristas que saem da universidade] descem pela contramão e atravessam a via
no local em que a velocidade dos veículos é mais elevada, com uma curva
acentuada e a visibilidade dos veículos não é muito grande”, informou o
inspetor da PRF Moisés Alves.
Edição:
Nova Glória News
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