Rapazes sofreram acidente durante perseguição policial, em Goiânia. Duas vítimas foram sepultadas na capital e a terceira em Belo Horizonte.
Carro capotou após perseguição policial em Goiânia (Foto:
Roberto Teixeira)
Os
corpos dos irmãos Francislei e Francismar Rodrigues, de 25 e 22 anos,
respectivamente, mortos após o carro em que estavam capotar durante uma
perseguição policial, foram enterrados no início da tarde deste domingo (23),
em Goiânia. A
cerimônia aconteceu no Cemitério Vale do Cerrado, no Conjunto Vera Cruz I. Já
Ricartti Barbosa da Veiga, 20, que conduzia o veículo, foi levado para Belo
Horizonte e sepultado nesta manhã.
O
acidente que resultou na morte dos três homens aconteceu na madrugada de sábado
(22), na Avenida Perimetral Norte. O GM Astra estava passando por uma
patrulha da polícia, que sinalizou para que ele parasse. Mas o condutor, com
medo da abordagem, teria tentado fugir.
De
acordo com o vendedor Rogério Fernando Máximo, de 29 anos, que era amigo das
vítimas e estava em um carro logo atrás, o condutor do automóvel tinha apenas
habilitação de moto. “Ele ficou assustado, mas não chegou a fugir como dizem.
Tanto que a polícia seguia lado a lado com eles. Mas aí eles acabaram
capotando”, relatou Rogério ao G1.
O
GM Astra ficou completamente destruído. Dois corpos foram retirados das
ferragens e um foi lançado para fora do veículo por causa do impacto.
Segundo
o vendedor, caso o socorro tivesse sido imediato, talvez o desfecho do caso
seria outro. “Quando eu parei, vi que eles ainda estavam com vida, agonizando.
O resgate demorou muito a chegar, pois os policiais, em vez de socorrê-los,
tinham entrado na mata à procura de alguém, já que testemunhas disseram que um
dos ocupantes do carro tinha fugido armado. Mas não, os três estavam lá,
morrendo”, afirmou.
O
tenente coronel Henrikson de Souza Lima, comandante do 9º Batalhão da PM,
informou ao G1
que os policiais acionaram o resgate logo após o acidente. “O veículo em que
eles estavam é muito mais potente que a viatura da polícia. Os policiais viram
de longe o acidente e já acionaram o resgate por rádio", esclareceu. Ainda
de acordo com Lima, não há confirmação de que uma pessoa tenha saído armada do
veículo.
A
assessoria de comunicação da PM informou, ainda, que existe uma norma que
proíbe que os agentes prestem socorro em suas viaturas. Apenas o Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou Corpo de Bombeiros podem realizar o
atendimento.
Pneus do veículo foram removidos após capotamento, em
Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Família
questiona ação da polícia
Viúva de Ricartti, a atendente Letícia Alves dos Santos questionou porque as rodas e pneus dos veículos desapareceram após o acidente. Ela suspeita que essas partes do veículo possam ter sido baleadas. "Queria só o esclarecimento. Se teve tiro de verdade ou não e se foi por causa disso que eles capotaram o carro. Pode ter sido isso", lamentou.
Viúva de Ricartti, a atendente Letícia Alves dos Santos questionou porque as rodas e pneus dos veículos desapareceram após o acidente. Ela suspeita que essas partes do veículo possam ter sido baleadas. "Queria só o esclarecimento. Se teve tiro de verdade ou não e se foi por causa disso que eles capotaram o carro. Pode ter sido isso", lamentou.
Sobre
o sumiço das rodas, Henrikson de Souza Lima disse que o carro foi revirado pela
perícia e que o trabalho foi acompanhado por agentes da Delegacia Estadual de
Investigação de Homicídios (DIH) e por um irmão das vítimas.
Segundo o comandante, os dois irmãos tinham passagem pela polícia por venda de produtos falsificados e um deles era foragido.
Segundo o comandante, os dois irmãos tinham passagem pela polícia por venda de produtos falsificados e um deles era foragido.
Fonte
e foto: G1 - Goiás
Edição:
Nova Glória News
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